eu calo, mas sempre escrevo

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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Um novembro nada doce

Imbecil. Simples assim. Tornei-me imbecil.
Em momentos como estes, em dias de cão como estes últimos, minha imbecilidade se torna mais aparente.
Fraquejo outra vez, e choro. Choro sem derramar uma lágrima, sem fazer um barulhinho sequer. É desse choro que mais tenho medo. É esse choro que me deixa mais longe de onde eu queria estar, é ele que me faz sentir um frio na espinha, é ele que me deixa mais perdida de mim.
Posso até apontar algum culpado por me fazer querer chorar, mas a culpa é minha. É sempre minha. Ando tão cansada de me desculpar por ser assim, de não poder salvar o mundo com as minhas mãos, de não ser quem esperam que eu seja, quem eu queria ser. O cansaço só aumenta e o choro silencia cada vez mais. Medo.
Eu penso em tudo que já aconteceu, nos muros que derrubei, as batalhas que venci, mas, no fim, sou apenas eu contra mim mesma. A pior das lutas e eu não posso falar nada a ninguém. Silencio ainda mais. Medo.
E eu sinto saudades do que imaginei. Só isso. Eu sinto muita saudade.

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