eu calo, mas sempre escrevo

eu calo, mas sempre escrevo

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Barquinho de papel

Um sorriso bobo sem motivo aparente
Uma música não tão nova tocando outra vez
Um jeito de não falar diferente
Uma mania de disfarçar a timidez
Velhos hábitos
Novas histórias.

Um falar desconcertado
Uma urgência de viver
Um medo descontrolado
Uma maneira de não escolher
Velhos hábitos
Novas histórias.

Por fim, ninguém sabe ao certo
Não se ouve uma voz indicando o caminho a seguir
Não se sabe se está longe ou perto
Se é pra ficar ou partir
Velhos hábitos que não morrem
Novas histórias insistem em nascer
Não há mais o que fazer
Apenas seguir.

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