Uma hora da manhã
Mais uma hora insone
Mais uma hora com lágrimas borrando o escrito no papel
Desisto
O teclado não mancha com algumas lágrimas
Outra vez doeu
Outra vez levei um soco no coração
A porta antes trancada foi aberta
Mas era só mais uma visita
Quatro anos de reclusão não me prepararam pra outra queda
Mas eu sempre levanto
Não posso esquecer o que eu sou de verdade
Tatuada na pele leio minha verdade
Eu vou conseguir de novo
Que sejam dias ou outros quatro anos
Eu sempre levanto
Não será dessa vez que eu vou me afogar
Palavras me levam à superfície
Escrevo
Uma hora da manhã
Mais uma hora insone
Mais uma vez eu tento A-DOR-MECER
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