E eu, nessa minha bipolaridade diária da vida, continuo. Isso mesmo,
apenas continuo. Uma hora “maniacamente” feliz e agitada com o menor acontecimento. Então, absurdamente triste sem razão aparente. Mas é aí, nesse
jeito descompensado que me torno humana, que viro gente de verdade. Claro que
ser uma pessoa considerada “normal” seria um alívio. Menos comprimidos e mais
estabilidade... será mesmo?! O fato é que essa montanha russa de emoções move,
confunde, perturba, estimula e comanda meu mundinho nem tão secreto! Aos que se
assustaram com as minhas verdades eu nada tenho a dizer além de “Se perdoe!”.
Talvez, não aceitando a humanidade do outro, você esteja negando à sua própria.
Eu sei que tenho que controlar essa exposição de mim mesma, mas a gente nunca
sabe o que o outro sente. E se, ao saber das minhas verdades alguém pode
aceitar as próprias, acho que vale à pena mostrar ao mundo que não é preciso
ser perfeito, muito menos seguir o estereótipo do "ser normal". Todos temos uma
cicatriz que sangra vez ou outra. O curativo pode ser assumir, de verdade, a
ferida que nos faz únicos. Não sei se bipolaridade seja a palavra certa pra me
definir no momento, afinal nem eu nem ninguém pode ser uma palavra só, cada um é
uma história, uma série de fatos! Hoje eu ando por aí sem essa de me definir bipolar, já estou
mais pra multipolaridade que, pra mim, é sinônimo de ser gente!

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