eu calo, mas sempre escrevo

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Multipolar... gente

E eu, nessa minha bipolaridade diária da vida, continuo. Isso mesmo, apenas continuo. Uma hora “maniacamente” feliz e agitada com o menor acontecimento. Então, absurdamente triste sem razão aparente. Mas é aí, nesse jeito descompensado que me torno humana, que viro gente de verdade. Claro que ser uma pessoa considerada “normal” seria um alívio. Menos comprimidos e mais estabilidade... será mesmo?! O fato é que essa montanha russa de emoções move, confunde, perturba, estimula e comanda meu mundinho nem tão secreto! Aos que se assustaram com as minhas verdades eu nada tenho a dizer além de “Se perdoe!”. Talvez, não aceitando a humanidade do outro, você esteja negando à sua própria. Eu sei que tenho que controlar essa exposição de mim mesma, mas a gente nunca sabe o que o outro sente. E se, ao saber das minhas verdades alguém pode aceitar as próprias, acho que vale à pena mostrar ao mundo que não é preciso ser perfeito, muito menos seguir o estereótipo do "ser normal". Todos temos uma cicatriz que sangra vez ou outra. O curativo pode ser assumir, de verdade, a ferida que nos faz únicos. Não sei se bipolaridade seja a palavra certa pra me definir no momento, afinal nem eu nem ninguém pode ser uma palavra só, cada um é uma história, uma série de fatos! Hoje eu ando por aí sem essa de me definir bipolar, já estou mais pra multipolaridade que, pra mim, é sinônimo de ser gente!

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