Acho que eles começaram errado. De
repente, não eram mais desconhecidos. De repente, não eram só amigos. De repente,
já se beijavam.
Começaram pelo meio, daí o motivo
de não ter dado certo. Não houve o despertar da amizade sem intenções. Não
teve a fase das conversas longas sobre bobagens e seriedades. Não teve
descoberta ou surpresa. Não teve sentimento pra crescer. Começaram pelo meio.
O que restou então senão o fim? E
acabou.
O meio foi bonito, encantador,
leve e sorridente, mas foi o meio. Simples assim, foi o meio. Uma história sem
início, sem um “era uma vez”, sem a chance de perceber que não era mais só amizade,
sem espaço pra desenvolver a escrita. Era só o meio. E, depois dele, o ponto
final. Assim mesmo, sem reticências, sem “to be continued”, sem explicação, sem
nada. Só o ponto.
Poderia ter sido uma história boa
de se contar (e de se viver!), mas não teve um começo ou um parágrafo de
introdução para apresentar a vida de um à do outro. Gostaram-se, começaram pelo
meio e chegaram ao fim. Ponto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário