Não é um adeus, é um até breve. Não vou parar de escrever
pois seria como deixar de viver. A verdade é que estou um pouco cansada de
sempre ser a pessoa lida enquanto os outros se trancam como diários de pré-adolescentes,
e eu não posso lê-los. Então, é isso, caderno nas mãos, é hora de trancá-lo num
lugar escondido. Se mostrar demais pode acabar sendo um erro (e como tenho
errado!!!). Não é um abandono, é uma espécie de férias. Não vou dizer que
mudei, ninguém muda de um dia para o outro, mas eu resolvi começar a mudar.
Segredos meus serão segredos meus... Esse livro se fecha hoje.
Viver é isso aí, a gente cai, ri, se estrepa. E eu desejo que você não perca a capacidade de viver e escrever a sua história.

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