eu calo, mas sempre escrevo

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sábado, 6 de abril de 2013

Uma brisa, uma nova luz


A gente sempre pensa que poderia ter feito mais. Insistido mais. Abraçado e amado mais. Só que, às vezes, a outra pessoa está num lugar tão escuro que o mais e o muito mais não são o bastante. Faltou fazer algo? Talvez sim. Faltou tempo? Quase sempre sim. Faltou amor? Isso não. O certo é que precisa ser mútuo, precisa de ambas as partes lutando pela vida. Quem está na escuridão pode até querer voltar à luz, mas lhe faltam força, fé e voz pra gritar. Pra quem quer levar alguém de volta à vida tudo parece melhora, pois a vontade de ver o outro na luz às vezes cega, ilude. A verdade ainda é a mesma: A gente nunca sabe o que há na alma da pessoa ao lado, daquele que nos anima e nos faz sorrir e daquele que chorar por qualquer coisa que muitos consideram bobagem. O que eu quero dizer mas só sei falar escrevendo (porque minha voz pode tremer mas as palavras precisam ser ditas) é que, a gente deve cuidar, olhar o outro nos olhos, promover o amor desse jeito meio louco que a gente tem (todo mundo tem um jeito estranho que eu sei!), chorar junto, rir junto, abraçar não o corpo mas a alma do outro. É preciso sentir e ter fé (muita fé!) de que, com o tempo e no calor do carinho, pequenos milagres acontecem e que, nem tudo, mas grande parte das coisas se ajeita pra que o outro possa voltar a viver na luz!  

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