Se não tivesse mal acabado eu não estaria te escrevendo
agora.
O que você fez por mim, pra chegar até mim, foi a coisa mais
louca, pouco pensada e linda que nunca imaginei que alguém faria. Talvez seja
por isso que você perdure aqui, em mim. Talvez o jeito estranho que começou e o
inacabado que ficou na minha cabeça seja o que me mantenha ligada a você, de
alguma forma. Eu pensei mesmo que era pra ser. Ainda me pego pensando que ainda
pode ser e no que eu posso ter feito de errado. Se foi meu nervosismo que
revelou algo que não sou, ou se o que eu sou foi revelado e você não estava
pronto, e nunca estará. A verdade é que nunca saberei ao certo, mas é preciso pôr
um ponto final. Mas eu posso dizer hoje que eu me arrisquei, não sei se
suficiente, mas eu tentei. Eu baixei a minha guarda, quebrei a muralha ao meu
redor, deixei você se aproximar, eu me arrisquei. “Suas palavras na minha cabeça
foram facas no meu coração”. Aprendi.
Não tenho lá a experiência de uma garota de 16 anos dos dias
de hoje, tenho apenas 23 (o que me deixa atrás das adolescentes que vemos por aí!!!),
mas sei que gostar de alguém parece não ser uma escolha, mas é, assim como
continuar ou não sentindo isso. Fiz minha escolha. Tinha escolhido você. Com todas
as suas imperfeições, mesmo que eu não as conhecesse direito. Com toda a sua
história, mesmo só ouvindo-a em partes ditas pelo nosso maior amigo em comum. Com
toda a sua carga nos ombros, pois todos temos a nossa própria cruz. Com a sua fé,
pra multiplicá-la com a minha. Não sei bem qual foi a sua escolha, mas você a
fez.
Fiz uma nova escolha. Escolhi deixar de gostar de você desse jeito.
Espero que esse seja um ano de boas escolhas.
P.S. Eu tenho mania de brincar com o nome das pessoas, desculpa o título qualquer coisa ;)
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