E lá vem aquele “sei lá” de novo, aquela dúvida, a inquietação
que aumenta, e aquela dor que se alimenta do não saber o que realmente acontece
aí (dentro de você).
E lá vem a tua voz no meu ouvido, ecoando até a próxima vez
que a gente se encontrar, ou até eu sonhar de novo com você.
E lá vou eu de novo, caindo no mesmo conto, que até hoje
conto pra eu mesma acreditar, pra satisfazer meu coração que, mesmo sabendo que
é apenas fantasia, precisa se alimentar. Vou de novo, já ferida e cicatrizada.
Sabendo que vou reabrir os pontos, sagrar de novo, e reescrever o mesmo conto
com o final que já aconteceu.
E lá vai meu coração de novo, todo bobo, todo roxo, sem
jeito pro amor.
E lá vai a mesma menina, que sonha com um novo final para
esse conto que ainda conto.

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