eu calo, mas sempre escrevo

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quarta-feira, 1 de maio de 2013

no chão


E a escuridão chama outra vez
Não ouço teu chamado
As vozes se distanciam
E a fé diminui
Os medos se aproximam
O coração quebrado adoece o corpo
Os olhos não escondem mais a tristeza
E eu fico aqui só
No silêncio dos gritos de socorro
Como é que palavras podem destruir a alegria desse jeito?
Como é que pequenos gestos podem magoar tanto?
Eu quero voltar à luz
Mas sou tão pequeno
Sou tão pouco nessa multidão
E me deixo enganar tão fácil pelos de mau coração
Já não sinto força pra continuar
Não hoje, amanhã quem sabe
Mas hoje eu só quero ficar aqui, quieto, deitado
No meu chão.

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