Ando tão cansada dessa hipocrisia em que vivemos hoje. Nas igrejas, as pessoas adoram, louvam, dizem que vão mudar, que Deus tocou seus corações. Fora daquelas paredes são maridos (leia: maridos, namorados, noivos, seja o que for) e esposas (o mesmo aqui!) infiéis, casais que pregam sexo após o casamento ou relacionamentos fundamentados no amor de Deus têm filhos antes de completarem seis meses juntos (ou 5, ou 4, ou 3, ...). São pessoas em conflito com sua sexualidade que mantêm um discurso preconceituoso e cheio de ódio. São amigos que usam a igreja como ponto de encontro, são amigos de bar, que desaparecem quando você descorda desse estilo de vida. São pessoas que vão para cantar, tocar instrumentos (não louvar, mas mostrar seu talento musical/teatral) em cima de um púlpito que se transforma em palco.
Algumas pessoas, tipo você que está lendo isso agora (isso se alguém chega a ler o que eu escrevo) deve achar que eu sou tão hipócrita por julgar e falar do comportamento de todas essas pessoas. Não ache, tenha certeza. Eu fiz e só não faço mais parte (tão ativa) porque não estou frequentando igreja alguma (o que me entristece de verdade). Todos nós fazemos parte disso.
Por isso, e com isso, eu descobri que eu sou a minha igreja, é no meu coração que devo louvar e buscar a Deus e não no meio de uma multidão entre quatro paredes. É o meu coração que devo trabalhar para seguir o caminho de Deus. Sinceramente, ainda não estou nem a três metros de onde estava há um ano, mas estou caminhando, centímetro por centímetro, e é assim que planejo estar.
Desabafando em um momento revoltado na madrugada,
Luna.
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