eu calo, mas sempre escrevo

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O mundo

     Eu não entendo e talvez nunca chegue a entender. Há tanto desamor nesse mundo. Tanta carência que as pessoas acabam procurando “amor” em lugares e corações errados. Encontro a mim mesma num mundo de ponta cabeça, onde crianças são “sexualizadas”, onde sexos se confundem. Não me entenda mal, é que, pra minha mentalidade um tanto conservadora, as coisas não parecem estar no lugar.
Às vezes fico em dúvida se sou eu que estou errada por não ter a mesma conduta das outras pessoas. Às vezes me perco pensando se toda essa caretice vai me levar a algum lugar. Então eu tento me unir à multidão. Em vão. Não consigo me encaixar ali. Volto ao meu lugar. Volto a observar.
Quem sou eu pra julgar o comportamento alheio? Ninguém. Ninguém mesmo. Mas, ainda assim, sei que todos nós (eu sei que você também!) julgamos quem se comporta diferente do nosso “certo”.
     A verdade é que ver a maldade no olhar das pessoas, ligar a televisão e ver apenas tragédias, olhar pra rua e encontrar tantas pessoas abandonadas pela sociedade, tudo isso me faz desacreditar pouco a pouco na bondade humana. Eu entendo cada vez menos essa tal evolução, pois ela só está tirando as coisas do lugar e deixando uma bagunça enorme pra trás.

Nenhuma diferença é grande o suficiente para maltratar, excluir ou desumanizar o outro. 
Se Ele andou com os excluídos, quem sou eu para discriminá-los?

Entendendo pouco e querendo amar sempre mais,
          Luna.

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