eu calo, mas sempre escrevo

eu calo, mas sempre escrevo

domingo, 17 de março de 2013

Dez pras Doze


Será que ela chora quando deita na cama no quarto vazio?
Será que ela sofre pelo mundo que a rejeita quando a devia abraçar?
Será que ela sabe que dói em mim vê-la fingir tanta segurança?
Será que ela percebe que magoa os outros com as palavras ditas?
Será que ela sabe que chorei por ela?
Será que ela imagina que agora é por ela que escrevo?
Será que ela sente o que eu sinto ao vê-la tão só?
Será que ela conhece a verdade dela mesma?
Será que minha oração vai fazê-la se acalmar?
Será que vou conseguir ajudá-la e não mais afastá-la?
Será que eu, tão pequena, vou conseguir mudar o mundo, mesmo que seja só o dela?
São tantas perguntas e lágrimas que caem
Ninguém quer entender, eu não queria
Julgar é fácil, difícil é estender a mão
E como eu queria ser a mão que a levanta
Mas sou tão pequena, tão humana, tão coração
Não sei se consigo
Não sei se tenho coragem
Novos “serás” surgem enquanto nada faço
Só penso: Será que ela chora quando deita na cama com o coração vazio?

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