eu calo, mas sempre escrevo

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Quando o bastante não é o suficiente

   Parece que o máximo que é feito nunca é o bastante. Não se é inteligente, comprometido, esforçado, bonito, descolado, bem vestido, rico, talentoso, bom o bastante para ser feliz. Cara, isso é freud (ando evitando palavrões)! Se sentir diminuído por si mesmo é um dos piores sentimentos que existem. Cansa!!! É difícil explicar, fica difícil encontrar o lado bom da coisa, já que dizem que uma coisa não muito boa (pra não dizer ruim) que  acontece tem sempre um lado bom, positivo! E o que resta?! Lágrimas e muita culpa. Se um erro é cometido, culpa! Se a prova foi ruim, culpa! Se algo foi esquecido, culpa! Se a formiga morreu do outro lado da calçada, culpa! (Tá, ninguém se estressa muito com formigas morrendo, mas deu pra entender que foi só pra dar uma ênfase ao tema!)
   O certo é que colocar altos padrões e exigir muito de si leva à velha reflexão sobre ser isso ou aquilo o suficiente, o que leva à culpa por não ser o suficiente que leva a um ciclo de culpa e ansiedade. O que fazer pra resolver isso?!
Boa pergunta!
   Se alguém souber como fazer pra parar de sentir que meu bastante não é o suficiente me manda um e-mail, um recado, uma carta, me telefona, escreve na minha parede, deixa um bilhete no carro, no elevador, um cartaz na rua, mas me deixa saber como não sentir isso de novo, fechado?!







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