eu calo, mas sempre escrevo

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Seres invisíveis





Na sala de espera do dentista (que lugar pra ter idéia pra escrever!) me deparei com a nossa triste realidade tecnológica. Percebi que todos os pacientes se escondiam em seu próprio mundinho: ipods, iphones, celulares, e outros apetrechos! Ninguém conversava, ninguém olhava no olho do outro, as pessoas não se viam de fato (e, até perceber isso, eu fazia parte daquele grupo!!! Só notei o que acontecia ali porque minha Internet deixou de funcionar por alguns segundos (segundos!!!!), e desviei meu olhar do telefone.
Passamos pelos outros sem vê-los, sem conhecer o próximo. As outras pessoas se tornam obstáculos no meio do caminho com os quais temos que ter cuidado apenas para não esbarrar. Não me entendam mal. Não estou dizendo que devemos nos tornar melhores amigos de estranhos em salas de espera, filas de banco ou padaria. Só acho que um “boa tarde” ou um simples “tudo bem” já faz uma diferença imeeeeeeensa na vida do outro e na nossa.
Abramos os olhos. Preparemos os ouvidos. Apresentemos um sorriso.  Assim deixaremos de ser e de tratar os outros como invisíveis.


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